Guarda Compartilhada

Guarda Compartilhada

Na guarda compartilhada ou conjunta dos filhos, o casal divide as responsabilidades, decidindo juntos todas as questões que envolvem os filhos, respondendo igualmente e participando de forma conjunta na vida e do desenvolvimento dos filhos.

A guarda material ou física do filho pode ficar a cargo de um dos pais, mas os direitos e deveres do poder familiar são sempre de ambos. Quem não tem a guarda física também participa da educação, formação e de todas as questões relacionadas ã criação dos filhos.

Diferentemente da guarda a cargo de um dos pais, a guarda compartilhada tem algumas vantagens como:

– O fim da problemática com relação à regulamentação de visitas e do afastamento do pai ou da mãe que não detém a guarda, principalmente porque os horários de visitação e os períodos de férias são mais flexíveis;

– Atuação conjunta dos pais sobre a educação e cuidados para com os filhos

– Redução das idas e vindas da criança, na qual as constantes mudanças provocam instabilidade emocional e psíquica.

Por outro lado, alguns requisitos são indispensáveis e não podem deixar de ser considerados para que o estabelecimento da guarda compartilhada possa efetivamente trazer benefícios, principalmente para os filhos como:

– Respeito às condições e à capacidade dos genitores, principalmente no que se refere a quanto cada um pode fazer com relação à confiança no outro genitor, confiança essa que deve ser transmitida à criança, ao seu comportamento no que tange ao bem-estar da criança sem considerá-la como sua posse, à sua disposição em fazer concessões, à sua capacidade de falar com o ex-cônjuge, pelo menos no que diz respeito à criança e também com relação à capacidade de reconhecer e aceitar as diferenças entre os genitores;

– Avaliar se guarda compartilhada atende aos interesses dos filhos e não dos pais. Isso significa que a pergunta que precisa ser feita é: para quem será melhor a adoção da guarda compartilhada? Se a resposta for para os pais e não para os filhos, é melhor que se opte pela guarda unilateral;

– Ter certeza que foram superados os rancores conjugais e que é possível estabelecer uma convivência civilizada e respeitosa;

Ao tomar a decisão pela guarda compartilhada, esta deve resultar da maturidade daqueles que já formaram um casal, uma família e atualmente tenham uma ótima relação

1 comment

  • Excelente artigo! Ocorre que a Guarda Compartilhada, estabelecida pela Lei nº 11.698/2008, disponibiliza aos pais separados a opção de dividir responsabilidades e despesas relacionadas à vida dos filhos menores de idade, com ambos sendo considerados coguardiões das crianças. Na verdade essa lei foi criada para “inglês ver”, tendo em vista que na prática nada mudou em relação a guarda unilateral, bem como a regulamentação de visitas, muita das vezes sendo confundida com a guarda alternada.

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