Guarda Compartilhada

Guarda Compartilhada

Na guarda compartilhada ou conjunta dos filhos, o casal divide as responsabilidades, decidindo juntos todas as questões que envolvem os filhos, respondendo igualmente e participando de forma conjunta na vida e do desenvolvimento dos filhos.

A guarda material ou física do filho pode ficar a cargo de um dos pais, mas os direitos e deveres do poder familiar são sempre de ambos. Quem não tem a guarda física também participa da educação, formação e de todas as questões relacionadas ã criação dos filhos.

Diferentemente da guarda a cargo de um dos pais, a guarda compartilhada tem algumas vantagens como:

– O fim da problemática com relação à regulamentação de visitas e do afastamento do pai ou da mãe que não detém a guarda, principalmente porque os horários de visitação e os períodos de férias são mais flexíveis;

– Atuação conjunta dos pais sobre a educação e cuidados para com os filhos

– Redução das idas e vindas da criança, na qual as constantes mudanças provocam instabilidade emocional e psíquica.

Por outro lado, alguns requisitos são indispensáveis e não podem deixar de ser considerados para que o estabelecimento da guarda compartilhada possa efetivamente trazer benefícios, principalmente para os filhos como:

– Respeito às condições e à capacidade dos genitores, principalmente no que se refere a quanto cada um pode fazer com relação à confiança no outro genitor, confiança essa que deve ser transmitida à criança, ao seu comportamento no que tange ao bem-estar da criança sem considerá-la como sua posse, à sua disposição em fazer concessões, à sua capacidade de falar com o ex-cônjuge, pelo menos no que diz respeito à criança e também com relação à capacidade de reconhecer e aceitar as diferenças entre os genitores;

– Avaliar se guarda compartilhada atende aos interesses dos filhos e não dos pais. Isso significa que a pergunta que precisa ser feita é: para quem será melhor a adoção da guarda compartilhada? Se a resposta for para os pais e não para os filhos, é melhor que se opte pela guarda unilateral;

– Ter certeza que foram superados os rancores conjugais e que é possível estabelecer uma convivência civilizada e respeitosa;

Ao tomar a decisão pela guarda compartilhada, esta deve resultar da maturidade daqueles que já formaram um casal, uma família e atualmente tenham uma ótima relação

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